Archive: 'perfil do artsista'

kali z. fasteau | people of the ninth

Sábado, Março 3rd, 2007

kali.jpgNão é só de agora. Kali. Z. Fasteau, anda habitualmente nas melhores companhias. Desde tenra idade que assim tem sido, veja-se a debutação com o grande e a caminho do esquecimento, Donald Rafael Garrett (não consta que fosse parente, sequer afastado, do nosso Almeida Garrett, poeta das Folhas Caídas e prosador de outras grandes Viagens), contrabaixista, menos referenciado como clarinetista, companheiro da revolução coltraneana (exemplifico com dois títulos paradigmáticos, Kulu Se Mama e Live in Seattle) e cúmplice do visionarismo colorido do grande Rahsaan Roland Kirk, e amigo dilecto de Zusaan Kali Fasteau (era assim que a menina assinava por alturas de 71) Garrett nos tempos gloriosos dos primeiros Esp-Disk.

Esta casa de discos, cuja interessante divisa “the artists alone decide what you will hear” – coisa estranha impossível pelos padrões industriais de hoje –, era dirigida pelo advogado e produtor Bernard Stollman, que lhes deitou olhos e ouvidos e resolveu acolher o projecto o que veio a ficar conhecido como The Sea Ensemble (Fasteau & Garrett), de onde saiu o título We Move Together (1974), e mais tarde Memoirs of a Dream (duplo de 1975-77), então já na editora por si fundada e até hoje mantida pela multi-instrumentista norte-americana (Donald Rafael Garrett, a terra lhe seja leve, faleceu em 1989), a Flying Note Records.

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derek bailey

Terça-feira, Fevereiro 27th, 2007

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A notícia irrompeu com a brutalidade das coisas tristes que não se anunciam previamente: Morreu Derek Bailey. Desapareceu o poeta, mestre da música improvisada; o artista/teórico/praticante da chamada nova improvisação; o expoente da guitarra eléctrica e acústica; o músico que libertou a abordagem do instrumento dos vários academismos que sobre ele pesavam. Mais do que um inventor de técnicas não convencionais de execução e de expressão, que também o foi, Bailey criou o seu próprio sistema musical, uma característica linguagem personalizada, inconfundível, carregada de novas invenções e de técnicas radicalmente diversas das tradicionais. Ele foi o libertador radical que elevou o padrão da guitarra a um novo patamar técnico e de refinada abstracção poética, tornando válida a referência a um “Antes de Bailey” e a um “Depois de Bailey”.

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henry grimes

Segunda-feira, Fevereiro 26th, 2007

henrygrimes.jpg«O regresso de Henry Grimes tornou-se numa das melhores histórias de 2003. Longe dos holofotes durante 35 anos, o contrabaixista regressou ao activo e, em poucos meses, recuperou a mestria que sempre o caracterizou. Na Casa da Música, o norte-americano faz-se acompanhar pela pianista Marilyn Crispell e pelo baterista Andrew Cyrille. Eleito “Músico do ano” em 2003, pela revista nova-iorquina «All About Jazz», e nomeado “Artista de Jazz do ano” em 2003 e 2004 pelo «L.A. Weekly», Henry Grimes foi aclamado no seu regresso e, desde então, não parou de tocar. No início dos anos 50 o talento de Henry Grimes despertou a atenção de vários músicos de jazz norte-americanos que o convidaram para os seus registos, ainda muito jovem. Participou em meia centena de álbuns e manteve-se brilhantemente no top da cena jazzísitica nos EUA. Uma década mais tarde, ao lado de Cecil Taylor, contribuiu para o desenvolvimento do free-jazz. Em 1967, com apenas 31 anos, Grimes desapareceu da cena musical.

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passados os tempos

Sábado, Janeiro 27th, 2007

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Passados os tempos revolucionários da juventude, Peter Kowald dedicou-se por inteiro ao cruzamento das várias linguagens da música improvisada a nível mundial.

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